Arquivo de Setembro de 2009

Forma de Viver

À medida que a idade avança o sono diminui, Acorda-se cada vez mais cedo qualquer que seja o dia da semana. A massa trabalhadora espera ansiosa pelo final de semana, afinal é quando não se prende a horário e pode descansar o corpo da labuta semanal. Mas alguém se esqueceu de avisar o relógio biológico e ele desperta sempre no mesmo horário indiferente aos planos do dono do corpo.

Na adolescência dorme-se mais e há sempre um familiar para nos acordar, seja porque é hora da escola ou não são horas de estar dormindo quando todos estão de pé ou ainda para se limpar o quarto. Quando conseguem delimitar o espaço, os jovens transformam os seus aposentos num bunker, brandindo o direito à privacidade e ai de quem entrar lá dentro sem bater na porta, condicionado à concordância do pequeno/médio/grande (conforme o percentual de Nescau, coca-cola e pizza da alimentação) ocupante.

Na vida adulta a ausência de sono se explica, afinal o dia tem só 24 horas e haja energia para dar conta de tudo. É de pegar um boi pelas guampas a cada dia. Fazer o quê? É a lei da sobrevivência. Mas na melhor idade não se justifica. Temos todo o tempo pela frente, os filhos já estão criados, os netos estão vindo e o condicionamento adquirido na meia idade, nada de ir embora. Pode ser questão de tempo, do que ainda resta e a ausência de sono seria a fome de viver. Ficamos reduzidos ao necessário. As limitações da máquina se acentuam cada vez mais e exige uma dose de consciência e persistência maior para conviver com as restrições. Justo agora que se adquiriu a alforria para a liberdade da palavra e da ação. As pessoas se tornam mais livres na melhor idade. Vestem o que querem, falam idem e são senhores da própria vontade quando driblam a patrulha dos filhos, como numa revolta a quem foi cerceado pelos genitores. Só que a “patrulha” era o exercício do papel de educar e quem está na aposentadoria entende que já se educou o bastante e pelas suas próprias regras. Justo agora que se acha livre para vivenciá-las, vem uma geração querendo lhe impingir pensamentos que são deles, formas de viver que entendem ultrapassadas sem dar o direito de perguntar se querem se modernizar. É uma volta à infância pois ante a negativa são taxados de ranzinzas e insuportáveis, que só convivem por amor e algum resquício de gratidão. O idoso se sente pressionado pelas artimanhas em troca de afeto e não raro, cede, abrindo mão de prazeres que em outras épocas teve procedimento idêntico por não poder ou por renunciar em favor dos filhos.

Nossos pais nos diziam que um dia iríamos entender isso ou aquilo e referiam-se a uma lógica que a imaturidade não nos permitira vislumbrar. Hoje questionados os pais até percebem que o enfoque pode ser mudado, mas eles não querem grandes feitos, preferem vê-los construídos no dia a dia não é agora que tem tempo, que irá despersonalizar-se e viver a vida do outro. Visões de passado e presente podem conviver harmoniosamente sim, desde que haja respeito e um olhar de reversibilidade para entender o ponto de vista do outro e o seu direito de segui-lo. Rótulos de demência são muito cômodos, mas para isto existem os médicos. Não são filhos, netos, sobrinhos, que vão impingir maneiras sob formas sorrateiras de chantagem emocional. Este é o respeito na sua essência, gurizada.

Na velhice não se dorme tanto e tirando o condicionamento metabólico é uma tomada de consciência do passar do tempo. A ordem do cérebro é aproveitar cada minuto, refazer a contagem e transmitir a sabedoria da experiência, que não necessariamente pode ter sido boa, mas como certeza é exemplo vivo do que tem maior ou menor probabilidade de dar certo. Cabe a quem está por perto, mais jovem, aproveitar ou não estes modelos. O contexto é outro? Pode ser, mas via de regra quem não aproveita a experiência das gerações precedentes perde a oportunidade de aprendizado ou de não repetir os mesmos erros.

Fonte: Cronista Raquel F. Tambara

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Voyer

Ola queridos já falamos aqui sobre o menage e o swing, hoje o assunto é voyerismo.
Voyeurismo. Essa palavra traduz o prazer que alguns sentem em apenas espiar, observar o outro nu ou no ato sexual, sem participar e as vezes sem que o outro saiba disso. Prática comum nas casas de swing em que há os casais exibicionistas e os que só assistem.

Não há uma regra que defina quem é ou não é um voyeur, nem explicação concreta sobre este gosto. Muitas vezes, o observador consegue até mesmo chegar ao orgasmo, já que se masturba ao olhar os outros. “Eu descobri que sentia prazer ao observar mulheres se tocando quando vi uma vizinha tomando banho, sem querer. O apartamento dela era na frente do meu e minha janela dava para o banheiro dela”, conta Maurício*. “Desde então, passei a procurar mais estas cenas. Não acho que seja nada anormal”, diz o voyeur.

Como parte de fantasias sexuais, o voyeurismo atiça o desejo sexual de quem o pratica, o risco de ser descoberto gera mais prazer. O gosto por observar não pode ser considerado uma doença ou distúrbio, desde que não seja exagerado e não transforme o ato de espiar na única forma de excitação e atividade sexual.

Olhar e fantasiar é saudável e natural, mas quando existe um comportamento doentio e sofrimento emocional envolvido ou seja, o voyeur sofre por se sentir escravo desse prazer, é preciso procurar ajuda de psicólogos.
Como tudo que se torna um exagero faz mal, a prática pode ser saudável e estimulante desde que não seja única.

Bjs

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Vingança Feminina

Um homem sempre gozava sua mulher que era loira. Um dia ele passou na casa de seus amigos para que eles o acompanhassem ate o aeroporto, porque sua mulher ia viajar. Como sempre gozava com ela, e disse na frente de todo mundo:

- Amor, traz uma francesinha de Paris pra mim?

Ela abaixou a cabeça e embarcou muito chateada. A mulher passou quinze dias na França.
Quando voltou o marido pediu que os amigos o acompanhassem novamente ao aeroporto. Ao chegar lá, ele perguntou para a mulher:

- Amor, você trouxe minha francesinha?

Ela disse:

- Eu fiz o possível amor. Agora e só rezar para nascer menina!

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Quarto de motel esconde perigos para a saúde

Você já pensou nos riscos que um quarto de motel pode representar para sua saúde? Quando a temperatura esquenta, pouca gente pensa nisso. Mas o risco de contrair, principalmente, uma doença sexualmente transmissível DST existe. Para se ter ideia, alguns vírus, como o HPV, por exemplo, podem sobreviver por até sete dias em uma superfície. Se os cuidados com a higiene não estiverem totalmente alinhados, as chances de contaminação são enormes. Banheiras e lençóis podem guardar uma grande quantidade de vírus, que podem gerar desde problemas mais simples como a candidíase até os mais sérios como o HPV, explica o médico mastologista do Hospital A.C.Camargo, Levon Badiglian Filho.

O administrador de empresas Renato conta que pôde comprovar como a má higienização de um estabelecimento é capaz de provocar danos ao organismo. “Um dia depois de passar a noite em um quarto de motel comecei a sentir coceiras na região genital. Fiquei quase uma semana sofrendo com o problema, sem saber o que estava acontecendo. Depois de uma consulta com o urologista, descobri que havia contraído chato (uma espécie de piolho que se fixa nos pelos pubianos)”.

De acordo com o professor Antonio Carlos Morilha, especialista do Guia de Motéis e colaborador da revista Moteleiro, os cuidados com o quarto do motel devem ser colocados em primeiro plano. “As toalhas devem ser esterilizadas e todo o quarto deve ser desinfetado, como banheiras, sauna e cadeiras. Assim, os riscos de contaminação são nulos e os adeptos podem ficar tranquilos”, explica. “O cliente que perceber algo errado deve informar imediatamente a recepção, além de se informar sobre todos os cuidados com a higiene do motel”.

Raio-X do quarto
De acordo com o médico do A.C. Camargo, a primeira atitude é prestar atenção nos pequenos detalhes do lugar que você frequenta. “Fazem parte das medidas de segurança procurar estabelecimentos que apresentem o mínimo exigido de condições higiênicas, observar a aparência da fachada externa (que pode dizer muito sobre o ambiente interno), além de desconfiar de preços muito baixos”, explica Levon. Outros sinais podem estar invisíveis aos olhos, por isso que os cuidados devem ser redobrados. “Devemos analisar todos os objetos que entrem em contato com a mucosa e principalmente com os órgãos genitais. Principalmente, aqueles que sejam de difícil esterilização, como banheiras e bancos, já que muitos vírus e bactérias causadores de doenças são bastante resistentes”, diz o mastologista. “Alguns micro-organismos sobrevivem em superfícies inertes e secas por um longo período de tempo, como o gonococo (causador da gonorreia), que permanece ativo de 1 a 3 dias e o HPV, até 7 dias” .

Há quem prefira levar para o motel um pouco de álcool para desinfetar o local como forma de se precaver. Mas será que essa é a solução mais indicada? “O álcool em gel a 70% é ótimo para eliminar qualquer vestígio de vírus. Mas, vale lembrar que essa é obrigação dos estabelecimentos, e se a pessoa faz isso é por que não confia no padrão de limpeza do motel”, explica o mastologista.

Os campeões de contaminação
Banheira: marcas de ferrugem ou de manchas são sinais de má higiene. A melhor opção é não usar e desistir do estabelecimento.

Assento sanitário: existem motéis que apresentam um lacre de higienização; esses são os mais confiáveis. Mesmo assim, observe se houve a limpeza, caso contrário, avise a recepção e procure outro lugar.

Toalhas: as toalhas devem ser brancas e não podem apresentar nenhum indício de manchas. Prefira os estabelecimentos que usem o processo de esterilização e mande as toalhas ensacadas individualmente.

Lençol: mesmo uma manchinha pequena indica que a limpeza não foi realizada da maneira correta. Se a sujeira ainda está lá, os vírus também podem estar.

Piscina: antes de mergulhar, preste atenção na cor e no cheiro da água. Qualquer fator incomum precisa ser levado em consideração.

Cadeiras: os bancos e cadeiras precisam estar limpos e secos, e mesmo se tudo estiver em ordem prefira colocar a toalha antes de sentar-se.

Fonte: Minha vida

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